Considerações a serem tomadas para escolha da equipe

Servir em equipe não deve gerar conflitos sobre a doutrina cristã básica, nem a vida e a prática cristãs.

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Há alguns anos, um amigo meu visitou cinco equipes missionárias num período de doze dias, a fim de escolher em qual delas ingressar para exercer seu ministério. Lembro que conversamos sobre o que ele deveria esperar, o que procurar e como discernir “a equipe certa”. Alguns anos depois, quando ele já estava integrado à sua equipe, pedi que compartilhasse suas ideias sobre aquela escolha.

A maior parte do conteúdo que se segue expressa os aspectos mais relevantes na escolha de uma equipe na opinião dele:

  • Relacionamento pessoal

“Eu gosto das pessoas dessa equipe?” 

Ter afinidades e gostos em comum, certamente, é um bom ponto de partida.
No entanto, só porque você não simpatiza inicialmente com as pessoas de uma equipe, não significa que não possa desenvolver uma relação de trabalho eficaz em conjunto.

  • Afinidade doutrinária

“Eu poderia trabalhar nesse ambiente de fé?” 

Existem vários subgrupos entre os evangélicos e você pode ser uma pessoa que tem um bom relacionamento com irmãos de outras denominações.

No entanto, estamos falando de uma relação estreita de trabalho para o qual é preciso ter uma visão semelhante da fé cristã.Servir em equipe não deve gerar conflitos sobre a doutrina cristã básica, nem a vida e a prática cristãs. Considere as opiniões sobre temas importantes como, por exemplo, a santificação, os dons espirituais, o papel das mulheres na igreja e a oração por milagres.

  • Objetivos da equipe

“Meus alvos ministeriais são os mesmos da equipe?

As equipes missionárias podem enfatizar o evangelismo, a plantação de igrejas, o socorro de refugiados, o desenvolvimento de liderança local entre outros objetivos.
Entenda o que esta equipe deseja realizar e considere se isso corresponde ao ministério que você almeja desenvolver.

  • Estratégia ministerial

“Concordo com os meios com que essa equipe emprega para alcançar seus objetivos?”

Obviamente, boas intenções apenas não são suficientes, é preciso saber se estes trabalhadores têm um bom plano, se a estratégia é viável e se estão progredindo no cumprimento de seus objetivos.

  • Experiência da liderança

“Sinto confiança em trabalhar sob a direção desse líder?”

É preciso saber se o líder da equipe já atuou na liderança ou se foi um membro eficaz de outra equipe e se está sendo treinado ou mentoreado por alguém com competência comprovada.

  • Nível de envolvimento da equipe com os moradores locais

“Concordo com o grau de envolvimento da equipe com o povo ?”

Algumas equipes estão muito focadas em si mesmas e em seu projeto específico, enquanto outras estão constantemente procurando fazer novos amigos e alcançar mais famílias da comunidade. Seja qual for o caso, você consegue se ver prosperando nesse ambiente?

  • Compromisso da equipe com a igreja local

“Concordo com o grau de envolvimento da equipe com a igreja local?”

Algumas equipes estão tão focadas nas atividades do próprio projeto que não se envolvem ativamente na igreja local, permanecendo como visitantes. Você consegue se ver bem nessa situação?

  • Preocupação com a segurança em países fechados

“Vou conseguir me adaptar às limitações de segurança?

 Algumas equipes em contextos de perseguição estão tão preocupadas com a segurança e em não serem identificados como trabalhadores que chegam ao ponto de não frequentar nenhuma igreja. Você precisa avaliar essas limitações e decidir se você poderá viver com elas.

  • Contextualização do trabalhador e da mensagem

“Que nível de contextualização desejo praticar?”

Há muito o que avaliar aqui. Esse assunto pode envolver questões sobre roupas femininas, uso do véu, encontros com pessoas do sexo oposto, práticas de namoro, tradução preferida da Bíblia, temas relacionados à identidade, como me apresento na comunidade local, etc.  Você consegue se ver nessa situação?

  • Natureza do ministério

“Posso trabalhar nesse cenário ministerial?”

Algumas  equipes estão focadas quase exclusivamente em iniciar grupos de estudo bíblico nos lares. No outro extremo, outras estão tentando organizar uma igreja internacional. Você compartilha da mesma visão? Discuta com o líder da equipe sobre o que significa “sucesso” na opinião deles, no que diz respeito à plantação de igrejas. Observe como os membros da igreja se reúnem e quem está pastoreando. 

  • Perfil do líder da equipe 

“Percebo um relacionamento saudável entre o líder e a equipe?

 Alguns líderes de equipe são bons pioneiros e têm uma visão inspiradora, mas podem não possuir certas competências para se relacionarem de forma sensível com os membros da equipe. Verifique se os membros estão contentes e prosperando no ministério. Evite líderes que sejam autocráticos ou ditatoriais ou que se intrometem excessivamente na vida dos membros da equipe.

  • Pastoreio

“Terei o acompanhamento pastoral de que necessito por parte do líder da equipe?”

Todos nós precisamos de alguém que nos ouça quando estamos com problemas. Assim, você necessita de alguém que seja acessível e disposto a ouvir suas ideias e sentimentos e que esteja interessado em sua formação e experiências de vida.

 

Há muitas questões a serem consideradas na seleção de uma equipe, mas ter esses fatores em mente fará de você um candidato melhor e mais consciente, lembrando que esses critérios também são úteis para avaliar as agências missionárias.

 

D. Williams,


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