Sete áreas da vida que precisam ser trabalhadas ao se preparar para missões

Em seu livro, David Frazier destaca 15 áreas em que você pode trabalhar ao se preparar para servir em missões. Neste artigo, vamos considerar 7 dessas áreas, para que você medite cuidadosamente em cada uma delas.

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  • Verifique a motivação do seu coração

Um “chamado para missões” não deve, simplesmente, vir do desejo de “fazer algo grande para Deus”. Tampouco deve ser uma fuga da rotina ou de uma situação difícil em particular. Muitos acreditam falsamente que “vender tudo e tornar-se um missionário” pode resolver todos os problemas da vida pessoal, espiritual e familiar. Na verdade, isso pode agravá-los! (pág. 18).

Então, qual seria a motivação certa? 

A nossa motivação precisa ser o próprio Senhor! Ele deve ser a nossa alegria, nossa paixão, nossa satisfação e a nossa realização. Seu completo perdão e aceitação devem ser o fundamento de tudo o que fazemos (pág. 22).

  • Descubra os seus dons

Muitos fracassos no ministério transcultural ocorrem porque as pessoas entram nessa vocação específica sem conhecimento suficiente de si mesmas. Elas não sabem se os seus dons realmente se ajustam à vida e ao ministério em uma cultura e um idioma diferentes.  

Mais tarde, no campo, elas podem descobrir que é difícil trabalhar em uma comunidade restrita como a equipe missionária (pág.30)

Devemos ser proativos para reconhecer quais são os nossos dons e pontos fortes por meio da tentativa e erro, antes de nos comprometermos com o serviço missionário de longo prazo. Adquirir o máximo de experiência possível na igreja de origem desempenhando os tipos de trabalho em que, provavelmente, estaremos envolvidos no campo é uma das melhores maneiras de descobrir em que atividade ou ministério atuaremos melhor (pág. 31).

  • Busque confirmação externa

É importante nos submetermos à avaliação e ao conselho de pessoas mais velhas e sábias que possam nos ajudar a perceber quem somos e os dons que possuímos. Essas pessoas que nos conhecem bem podem confirmar se nos adaptaremos a um ministério transcultural.

Se desejamos ministrar em um campo transcultural, devemos desenvolver e exibir nosso caráter em nosso país de origem diante dos outros. O caráter de uma pessoa não fica evidenciado em entrevistas curtas com o conselho de missões da igreja, nem mesmo através de uma triagem de uma semana realizada por uma agência missionária. A autoavaliação também não é suficiente. Precisamos de confirmação externa por meio de relacionamentos próximos com homens e mulheres que entendem o que é um caráter sólido e como ele se manifesta na vida diária (pág. 36-37).

  • Desenvolva um estilo de vida transcultural

Às vezes, as pessoas acham que é só chegar ao campo missionário e terão a capacidade e o desejo de “pular dentro da vida transcultural” e se adaptar a ela. Essa é uma ideia perigosa. Em geral, aqueles que se envolvem no ministério transcultural em casa são os mais bem-sucedidos na vida e no ministério no campo. Se não tivermos experiência em relacionamentos transculturais, não estaremos preparados para a adaptação e a integração em outra cultura (pág. 45).

Uma passagem aérea para o exterior não muda quem somos. 

Podemos começar a integrar nosso chamado ao ministério transcultural construindo relacionamentos com estrangeiros em nossa cidade de origem (com estudantes internacionais, por exemplo).

É preciso que a paixão e o dom para o ministério transcultural sejam visíveis em nós antes de mudarmos com nossa família para uma cidade a milhares de quilômetros de distância (pág. 49).

  • Tenha experiência no mercado de trabalho

Está se tornando cada vez mais difícil para aqueles que buscam trabalho missionário em tempo integral levantar as enormes quantias para o sustento que as agências esperam. Essas mudanças nos fizeram considerar novas maneiras de entrar em outros países e apoiar trabalhadores transculturais no exterior. A maioria dos países onde vivem os povos menos alcançados do mundo está fechada para a concessão de visto missionário tradicional e exige que tenhamos algum tipo de plataforma profissional para estabelecermos residência.

Quando entramos em um país para servir a um povo usando nossas habilidades de forma tangível, somos mais facilmente aceitos e confiáveis. Uma plataforma profissional genuína que atenda à comunidade-alvo pode ajudar a estabelecer uma presença autêntica dentro de um país (pág. 56-57).

  • Considere as necessidades da sua família

A vida e o ministério transculturais costumam ser duas vezes mais difíceis para a esposa do que para o marido. Muitas mulheres confessaram que não estavam preparadas para a difícil perda da família, igreja, amigos e da ajuda prática encontrada nas sociedades ocidentais.

Às vezes, a esposa presume que estará envolvida com o trabalho do marido da mesma forma que esteve em seu país de origem. As esposas podem subestimar o nível de domínio da língua que precisarão para administrar uma casa, realizar tarefas diárias e praticar a hospitalidade em uma cultura intensamente relacional (pág. 70).

Antes de tomar a decisão de se mudar para o exterior, a esposa deve ser proativa em contatar e interagir com outras mães que vivem no país-alvo, informando-se sobre todas as questões de criação e educação dos filhos naquele país (pág. 71).

  • Construa relacionamentos fortes em casa

O sucesso na vida tem a ver com bons relacionamentos! Para termos uma experiência saudável e bem-sucedida no exterior é vital manter alguns amigos próximos de nossa igreja totalmente informados. Com o passar do tempo, os integrantes dos ministérios da igreja podem mudar e isso pode fazer com que os relacionamentos se tornem apenas superficiais. Devemos desenvolver amizades genuínas de confiança com alguns indivíduos e famílias em nossa igreja local e mantê-los informados por meio de correspondência e telefonemas (pág. 81).

Se estivermos considerando um longo período de ministério no exterior, devemos desenvolver uma rede de apoio que possa trabalhar em sintonia para garantir que todas as nossas necessidades sejam atendidas (pág. 82).

Como aproveitar ao máximo este artigo:
  1. Observe as coisas que mais lhe chamaram à atenção nesse artigo e converse sobre elas com amigos que também estejam se preparando para o campo missionário. 
  2. Discuta com seu mentor de missões as questões que se destacam para você e precisam de mais atenção. 
  3. Pense em algumas etapas práticas que você pode tomar para se preparar melhor para uma vida em missões transculturais.
 
As citações acima foram traduzidas do livro Mission Smart, (páginas 18 – 82) de David L. Frazier (Equipping Servants International, 2014). As páginas citadas são da edição para Kindle.

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