Aprendendo a ouvir melhor e fazer boas perguntas

Melhorar a forma como ouvimos e as perguntas que fazemos pode abrir caminho para amizades mais profundas e conversas mais significativas.

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Recentemente, minha esposa e eu estávamos conversando com alguns amigos sobre nosso ministério nos últimos três anos. Compartilhamos com eles como tem sido enriquecedor nos tornarmos melhores ouvintes e aprendermos a fazer perguntas de maior qualidade.

Gostaria de  mencionar aqui algumas das ideias sobre as quais conversamos naquele dia.

 

Um primeiro ponto é: Compreenda as pessoas e suas necessidades.

Estamos cercados de pessoas que enfrentam situações desafiadoras e que estão ansiosas por serem realmente compreendidas. Um dos maiores presentes que podemos oferecer a elas é o nosso interesse sincero e nossos ouvidos atentos.

Isso é ainda mais verdadeiro em nosso mundo dominado pelas mídias sociais onde as pessoas passam horas, diariamente, olhando para seus celulares. Cada vez mais, estamos perdendo as habilidades sociais necessárias para mantermos uma conversa proveitosa.  

 

Reflita por um momento: o que torna uma conversa especial para você? 

Você pode dizer: “Quando temos uma conexão com a outra pessoa” ou “Quando temos muitas coisas em comum com a pessoa” ou “Quando pensamos da mesma forma”. Contudo, se observar com atenção, provavelmente descobrirá que uma conversa especial tem a ver com a forma como essa pessoa ouve você.

 

Segundo ponto: Aplique princípios da Escuta Ativa.

1. Esteja totalmente presente na conversa.

Esteja atento, focado no que o outro está dizendo, sem interromper, nem pensar no que você dirá em seguida. 

2. Mantenha o contato visual.

Olhe para a pessoa enquanto conversa. Isso demonstra respeito e engajamento.  Essa atitude sinaliza que você quer entender e ouvir mais

3. Perceber sinais não verbais no ambiente.

Um bom ouvinte presta atenção às expressões faciais, à linguagem corporal, ao tom de voz e aos gestos da outra pessoa. A pessoa muda de posição com frequência? Ela pode não estar se sentindo à vontade. Ela fala com os olhos baixos? Ela pode estar triste ou constrangida. Está inquieta ou relaxada? Contorce as mãos ou recosta-se na cadeira?

4. Faça boas perguntas. (Falaremos mais sobre isso a seguir)

Há perguntas elucidativas que encorajam o compartilhamento de ideias e revelam respeito pelo interlocutor.

5. Parafrasear ou refletir o que foi dito.

Faça um breve resumo do que -a pessoa disse e, em seguida, pergunte: “É isso que você está me dizendo?”

Dessa forma, você mostra que está ouvindo e gostaria de ouvir mais. Você valida a pessoa.

6. Ouvir para entender e não para responder.

Você não está ali para criticar ou resolver a situação, mas sim, para ajudar a pessoa a chegar às suas próprias conclusões.

 

Em terceiro, aprenda a fazer boas perguntas.

Perguntas abertas são melhores que as perguntas fechadas.

As perguntas “fechadas” são menos eficazes.

Elas provocam respostas concisas, geralmente com uma resposta limitada, como “sim” ou “não”. 

Exemplos: Em vez de perguntar “Você ficou triste?”, pergunte: “O que estava sentindo naquele momento?” 

Fazer perguntas “abertas” encoraja a participação.

 

Há perguntas que incentivam a elaboração e aprofundam o tema, convidando a outra pessoa a usar suas próprias palavras, sem restrições.  Elas são um convite para ouvir o que a outra pessoa pensa ou sente.

Por exemplo: “Como você se sente em relação a essa situação?” ; “O que está atrapalhando seu progresso?”; “Como você pensou em resolver esse problema?” ou “Ao avançar para o futuro, o que você mais teme?”

Ao usar perguntas abertas, você está mostrando interesse pelo outro. Demonstrar o desejo de ouvir o que a pessoa considera importante permite que ela saiba que você acha as ideias dela interessantes e significativas.

 

Para concluir…

Compreendemos que mudar a forma como ouvimos os outros não é uma tarefa fácil.

As ideias acima sobre ouvir e fazer boas perguntas podem ser novas para você. Porém, perceba que você, provavelmente, tem oportunidades diárias de colocá-las em prática.

Mas não espere se tornar bom nisso da noite para o dia. O padrão acima envolve superar velhos hábitos. Uma maneira de progredir é revisar como foi uma conversa e notar o que você poderia ter feito melhor. Tenho visto que o simples fato de estar ciente de nossos erros já é o início de mudança.

Um versículo de Isaías me vem à mente:

O Soberano Senhor deu-me uma língua instruída, para conhecer a palavra que sustém o exausto. Ele me acorda manhã após manhã, desperta meu ouvido para escutar como alguém que é ensinado.  (Isaías 50.4 NVI)

É preciso fazer um esforço intencional para nos tornarmos bons amigos que ouvem bem e fazem boas perguntas. Assim, seremos capazes de ajudarmos pessoas a expressarem seus sentimentos e necessidades, a fim de encontrar suas próprias soluções, seguindo em frente de maneira saudável e construtiva.

David Williams

 


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